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12 filmes para refletir sobre racismo estrutural, disponíveis na Netflix e no Amazon Prime Video


O termo “racismo estrutural” se refere ao fato de que sociedade é estruturada de forma que pessoas brancas têm mais privilégios quando comparadas às negras. Por mais que já tenhamos caminhado bastante em direção à igualdade entre os povos, a discriminação tem raízes históricas, permitindo que várias formas de preconceito se perpetuem, mesmo que velados. 

Pela ocasião do mês da Consciência Negra no Brasil, celebrado em novembro, a Bula reuniu em uma lista 12 filmes que abordam o racismo estrutural e estão disponíveis no streaming: seis na Netflix e seis no Amazon Prime Video. Entre os escolhidos, estão “Os 7 de Chicago” (2020), de Aaron Sorkin; e “Infiltrado na Klan” (2018), de Spike Lee. Há também, no Amazon, uma entrevista histórica com Martin Luther King Jr. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento.

Netflix

Dias Sem Fim (2020), Joe Robert Cole


Jahkor cresceu traumatizado pelas atitudes do pai, o criminoso JD, e jurou que seria um homem diferente. Mas, ao descobrir que será pai, ele se desespera por não ter dinheiro e aceita entrar para o submundo do crime. Após cometer um assassinato, Jahkor é preso e levado para a mesma cadeia onde seu pai está. Decepcionado, ele tenta rever suas atitudes para descobrir como proporcionar uma vida melhor ao seu filho.


Os 7 de Chicago (2020), de Aaron Sorkin


Em 1968, em Chicago, o Partido Democrata realiza uma convenção para escolher os candidatos à eleição presidencial daquele ano. Do lado de fora, mais de 15 mil manifestantes contra a Guerra do Vietnã entram em confronto com a polícia e a Guarda Nacional dos EUA. Os organizadores do protesto, que era inicialmente pacífico, são acusados de conspiração e incitação da desordem. O julgamento deles atrai atenção mundial.


American Son (2019), Kenny Leon


Após sair com os amigos, Jamal, um adolescente de 18 anos, desaparece misteriosamente. Sua mãe, Kendra passa todo o tempo na delegacia esperando notícias. Negra, ela precisa enfrentar o racismo dos policiais sozinha e não consegue informações importantes sobre o filho. Quando o agente Scott aparece, os policiais logo revelam detalhes do desaparecimento, sem saberem que esse agente do FBI branco é pai de Jamal e ex-marido de Kendra.


Marshall: Igualdade e Justiça (2017), Reginald Hudlin


O filme conta a trajetória de Thurgood Marshall, primeiro juiz negro da Corte Suprema dos Estados Unidos. Nos anos 1940, ainda atuando como advogado, ele aceita um caso que pode definir sua carreira: enfrentar autoridades racistas para defender Josepho Spell, um motorista negro que está sendo acusado de atacar uma socialite branca, mas alega ser inocente.


Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016), Barry Jenkins


O filme acompanha o crescimento de Chiron, um jovem negro de uma comunidade pobre de Miami. Além de ser maltratado pela mãe, que é usuária de drogas, Chiron é vítima de bullying na escola. Um dia, ao ser perseguido pelos garotos da vizinhança, ele conhece Ruan, um dos chefes do tráfico local, que o oferece um esconderijo. A partir desse dia, Chiron se aproxima de Ruan e passa a enxergá-lo como um pai.


Django Livre (2013), Quentin Tarantino


Django é um ex-escravo que vive no Sul dos Estados Unidos, no período anterior à Guerra Civil Americana. Dotado de um talento notável para a caça, ele faz uma aliança com Schultz, um caçador de recompensas que está em busca dos irmãos assassinos Brittle. Django aceita ir atrás dos criminosos com o caçador, desde que Shcultz o ajude a encontrar sua esposa, Broomhilda, que há anos foi comprada por um fazendeiro.


Amazon Prime Video

Time (2020), Garrett Bradley


Nesta íntima história de amor, filmada ao longo de 20 anos, a cineasta Garrett Bradley acompanha a trajetória da empresária e autora Sibil Fox Richardson, conhecida como Fox Rich. Ao mesmo tempo em que precisa trabalhar para cuidar sozinha dos seis filhos, Rich luta pela libertação de seu marido, Rob, que foi condenado a 60 anos de prisão por ter se envolvido em um roubo.


Green Book (2018), Peter Farrelly


O filme se baseia numa história real dos anos 1960, quando as leis de segregação racial ainda estavam em vigor nos Estados Unidos. Tony Lip precisa de dinheiro após a falência de seu negócio e aceita trabalhar como motorista para Don Shirley, um celebrado pianista negro. Os dois são muito diferentes e Tony é um bocado racista. Mas, aos poucos, Tony e Don se tornam bons amigos. O longa foi vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2019.


Infiltrado na Klan (2018), Spike Lee


O filme conta a história real de Ron Stallworth, um policial negro dos Estados Unidos. Em 1978, ele desenvolveu um plano para se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os membros do grupo por meio de cartas e telefonemas e, quando precisava estar presente, enviava seu colega de trabalho branco, Flip Zimmerman. Logo Ron se tornou o líder da seita e conseguiu sabotar dezenas crimes de ódio planejados pelos racistas.


Ali (2001), Michael Mann


Nos anos 1960, Cassius Clay, um jovem lutador de boxe, explode no cenário esportivo após ganhar a medalha de ouro nas Olimpíadas. Fora dos ringues, ele também impressiona pela inteligência e capacidade de oratória, tornando-se torna um ídolo nacional nos EUA. Amigo do ativista Malcolm X, ele se converte ao islamismo a adota um novo nome, Muhammad Ali.


Malcolm X (1992), Spike Lee


O filme retrata a vida do ativista Malcolm Little, mais conhecido como Malcom X, um dos maiores defensores do movimento Nacionalista Negro, nos Estados Unidos. Após ter o pai assassinado pela Klu Klux Klan e sua mãe internada por insanidade, Malcolm entrou para a vida do crime e foi preso. Na cadeia, se converteu ao islamismo e passou a pregar seus ideais. Ele foi assassinado em 1965.


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